Influências – Rush – Anthem

Por Vlad Rocha

Com 40 anos recém-completados, gostaria de começar aqui uma série sobre algumas músicas que me influenciaram no decorrer da  vida. Inicialmente indicarei músicas que plantaram a semente da “vontade de ser baterista”. Trechos que ao ouvir me fizeram pensar: “Caraca, que legal isso! Um dia quero conseguir tocar o que esse cara fez!”.

Vou começar com a primeira faixa do disco Fly By Night, do Rush, a Anthem. Eu devia ter uns 13 anos quando fui visitar meu padrinho Márcio Caixeta. Estava começando a me aprofundar no rock e suas grandes referências. Como ele era baterista, mas já havia parado de tocar, notei alguns discos de vinil que ele guardava em cima de um bumbo Pinguim. Comecei a fuçar e ele me emprestou alguns. Entre eles estava o Fly By Night (outros discos presentes nesta “leva” também estarão presentes em futuros posts).

Ao chegar em casa, coloquei o Fly By Night na vitrola e logo no começo já assustei. Um começo avassalador de Anthem. Eu não entendia direito o que estava acontecendo, e só anos depois fui sacar que era em 7 por 8. Intercalando ataques nos pratos, grooves e frases, Neil Peart logo de cara me cativou (assim como fez com muitos outros). Importante lembrar que ao entrevistá-lo em seu camarote no Morumbi em 2011, disse que ele era um dos responsáveis por eu ter me tornado baterista, e ele gentilmente falou: “Peço desculpas aos seus pais” (risos).

Voltando à música, anos depois consegui transcrever este trecho inicial:

Mas não foi só este trecho que me chamou a atenção. A música toda me deixou animado, com um groove firme de shuffle durante os versos e uma frase final destruidora. Eu simplesmente pensei: “Nossa, o que ele tá fazendo?”. Viradas “crocantes”, rápidas e precisas. A partitura deste trecho de Anthem é (4:06):

Anthem foi uma das músicas que certamente me estimularam a querer estudar cada vez mais este maravilhoso (e difícil) instrumento que é a bateria!

Até a próxima!